segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Dicas de viagem: Islândia

Já postei algumas fotos da viagem que fiz pela Islândia no meu instagram @nayaratognere mas hoje vim contar com um pouco mais de detalhes o nosso percurso. Essa viagem foi parte da minha lua de mel então não fizemos todos os passeios possíveis (acordamos tarde em vários dias) mas ainda assim, deu pra ver muita coisa e, como eu já disse lá no ig: a Islândia é uma experiência incrível para a VIDA.

 Nosso roteiro com o melhor chocolate como marcador rs

Para o primeiro dia na Islândia, nossa primeira opção era o Northern Lights Inn mas a Islândia é um país que não oferece vastas opções de acomodação então o certo é se preparar com bastante antecedência e, apesar de já termos as passagens compradas há algum tempo, falhamos em reservar os hotéis e acabamos com poucas opções mas conseguimos ótimos locais também.

Em Reykjavik ficamos no Hotel Odinsvé, um hotel simples mas confortável, ao lado tem o Snaps Bistro (o restaurante do hotel) com ótimas opções para jantar, um bar e é onde é oferecido o café da manhã - mas, nós adoramos o café Babalu, que fica próximo,  então recomendo andar um pouquinho e conhecer o lugar que tem uma das decorações mais incríveis de Reykjavik, kitsch até dizer chega, amei! Rs Por sorte, conseguimos ver a aurora boreal apenas indo em um ponto mais afastado da cidade, sem precisar contratar guias nem nada, só a foto que não saiu boa mesmo rs.

Próximo ao hotel, está a Hallgrimskirkja cathedral church, um dos pontos turísticos da cidade, onde é possível subir até a torre e ter uma privilegiada vista de Reykjavik. A própria construção em si é uma atração, o projeto arquitetônico tem a intenção de imitar as colunas de basalto, resultado de erupções vulcânicas. Para curtir a noite, é só andar pela Laugavegur e procurar um lugar que te agrade, nós estávamos mais tranquilos então ficamos no café Rosenberg - que apesar do nome é um bar que também tem música ao vivo - quem sabe a chance de ver o próximo Sigur Rós tocando por lá - piadinhas à parte, é uma das poucas bandas islandesas que realmente conheço.






O segundo dia foi para relaxar na Blue Lagoon e depois almoçar no Lava restaurant. A lagoa azul é um spa geotérmico, a água é de um azul claro devido a grande quantidade de dióxido de silício e enxofre e quentinhas devido a atividade vulcânica quefaz a agua chegar à usina geotérmica e, depois de ser usada para gerar energia elétrica, chega ao spa.


Dá pra fazer massagem, beber drinks e aproveitar as máscaras que eles juram ser rejuvenescedoras mas é só isso, nós ficamos poucas horas lá e depois fomos almoçar no restaurante (comida maravilhosa por sinal). Sobre a água, espero que tenha rejuvenescido 10 anos porque meu cabelo levou umas 2 semanas pra se recuperar! Eu recomendaria fazer esta parada no final da volta pelo país para descansar depois das aventuras mas como a viagem é longa também é bom poder descansar antes da aventura.






O terceiro dia foi um dos passeios mais famosos, o Golden Circle, que inclui umas 7 atrações mas fizemos apenas o Parque Nacional Þingvellir, que é lindo mas eu fiquei rabugenta por andar 1 km para uma cachoeira e era bem pequena, rs (tem outras bem mais incríveis pelo país). Gostei mais de ver a Gulfoss (que é a mesma que aparece na capa do Porcupine, o álbum do Echo and The Bunnymen e no clipe de The Cutter).

O mais incrível pra mim foi o Geysir (que na verdade está adormecido, apenas deu o nome a todos os outros geisyrs do mundo) mas próximo a ele há outro em atividade que explode a cada 10 minutos e é incrível ver a água fervendo do chão! Esse passeio vai em direção a Hella, nossa próxima cidade, onde nos hospedamos no hotel Laekur, meu preferido da viagem, a estradinha não era tão boa e quase me arrependi na hora mas a comida era maravilhosa, ótima para um jantar romântico e um clima familiar ótimo para acordar cedo e aproveitar o café da manhã com calma.









No quarto dia partimos em direção a Vik onde, no caminho, vimos várias cachoeiras (nesse trajeto é o que mais tem): na Seljalandfoss - é possível atravessar um caminho e ficar atrás da Cachoeira, bem embaixo dela vendo a água cair - não é das mais bonitas mas é uma parada fácil então vale a pena. Seguindo na mesma estrada há o Eyjafjallajökull Erupts, um museu criado pela família que sobreviveu à última erupção, em 2010 (aquela que causou caos em vários aeroportos da Europa), era um domingo então não entramos no museu mas tirei a foto sorridente na frente do vulcão (coberto por nuvens rs).

Logo depois há Skogafoss, que nos presenteou com poucos minutos de sol e um arco-íris, foto bonita garantida por lá. O passeio também é rápido mas, se quiser ver a cachoeira do alto, tem uma trilha que levará um bom tempo. Nesse trecho tem vários pontos de parada pela estrada então dá pra escolher bem onde almoçar.


Seguimos para Reynisfjara, a praia de areia preta onde ao redor concentra vários outros pontos famosos: Dyrholaey (o farol de onde se vê a praia, a vista é de tirar o fôlego - ou te derrubar, literalmente, o vento era tão forte nesse dia que quase cai várias vezes), e a vista próximo ao Reynisdrangar (essas formações de rochas bem no meio do mar que, diz a lenda, eram trolls) é linda, as formações de basalto ao redor, as pedrinhas e a força do mar… um dos pontos mais marcantes da viagem! Nesta noite ficamos no Icelandair Hotel, mais moderninho, super confortável mas foi o que menos gostei rs, prefiro os pequenos e charmosos.













Em direção a Hofn para nosso quinto dia a programação era Skaftafell (parque nacional) e Jokulsarlón. Acontece que o parque é imenso e é bom acordar cedo para fazer a trilha com calma e, para quem é sedentário (como eu), é bom contabilizar possíveis paradas rs. A lagoa era sim o passeio que eu aguardava ansiosa então tivemos que correr para conseguir fazer o passeio (é a lagoa onde gravaram o 007 rs) e foi incrível (este é o adjetivo que eu mais uso, eu sei, mas não consigo descrever a Islândia de outra forma). Ver as geleiras de pertinho, alguma super azuis, outras com cinzas vulcânicas e ainda comer um pedaço de gelo haha experiências pra vida <3 span="">

Depois de correr muito, o descanso foi no hotel Hofn.









O sexto dia era de grande expectativa partiríamos em direção a Reykjalid, onde passaríamos duas noites para ver com calma todos os pontos turísticos do lugar. Primeira parada em Dettifoss, também é bom reservar ao menos uma hora por causa da caminhada e de lá as paradas foram: Hverarond (o lugar mais fedido que você poderá imaginar, onde o chão é quente, de diversas cores, lama borbulhando e fumaça saindo do fundo da terra), Hverfjall (uma cratera de cerca de 1 km) e Viti (uma cratera com água azul turquesa). Estes são passeios rápidos se você não ficar muito tempo em cada lugar (pelo cheiro de enxofre, você não vai querer, acredite.)


Guarde os passeios mais tranquilos para o sétimo dia: uma volta ao redor do lago Myvatn, Dimmuborgir (um passeio entre as pedras que são resultado de erupção vulcânica há mais de 2000 anos, são cavernas e pedras esculpidas de formas totalmente únicas) e Höfði (não consegui descobrir bem o que é este lugar, se é propriedade particular ou sua história mas é uma espécie de bosque, não muito grande mas super agradável então vale passar ao menos uma hora por lá, a vista para o lago é linda!). O hotel Reynihlid foi o único que realmente não gostei durante a viagem, o chuveiro era ruim, comida cara e não muito boa também, enfim, recomendo pedir um lamb shank no Cowshed cafe.













Fazendo o post percebi que tenho poucas fotos de Dimmuborgir e Höfði, por uma boa causa: estava fotografando com meu vestido de noiva *-* Já que a viagem foi de lua de mel, uma lembrança perfeita destes dias. <3 span="">



No caminho para Akureyri, uma parada em Godafoss, de acesso fácil, a parada é rápida, a não ser que você queria passar mais tempo admirando uma das cachoeiras mais bonitas do país. A única coisa que realmente me arrependo de não ter feito foi um pernoite em Akureyri que, aparentemente, tem uma vida noturna movimentada e é uma cidadezinha linda e super agradável durante o dia com vários cafés e restaurantes.

Depois do almoço por lá (se você for no verão, recomendo a parada no café Laut, dentro do jardim botânico com uma vista super agradável), eu pensei que seria fácil encontrar um café na estrada principal mas, por sorte, não foi, tivemos que fazer um mega desvio mas eu amei porque nos levou ao Askaffi, uma casinha amarela super charmosa (que abriga um mini museu no segundo andar mas não subi), apenas tomamos café mas foi o suficiente para me encantar.





Sobre a volta pela Islândia, dicas rápidas: fizemos no outono (outubro-setembro) então não tivemos problema com neve que, a partir desta época, começa a cair em alguns pontos, a estrada é ótima, tirando as possíveis tempestades de areia e ventos fortes que às vezes ficam “puxando” o carro, não há perigo algum. Nosso carro era um Dacia Duster alugado na Blue Car Rental (dentro do aeroporto de Keflavik, super fácil!). Antes de sair de casa sempre consulte a previsão do tempo para não ser pego de surpresa (o vedur.is é o que eles mais usam, inclusive para ver a previsão de aurora) e tenha o app 112 instalado no celular caso precise de ajuda. Alugue o gps lá, alguns lugares tem grafia própria do Islandês então ajuda já ter o teclado completo mas confira no google maps se é a melhor rota mesmo. Fizemos a volta em sentido anti-horário, como falei no início, talvez o sentido horário seja melhor para descansar um pouco ao fim da viagem, o último dia foi praticamente só estrada. Em geral, é possível parar em vários pontos para comer ou ir ao banheiro mas o trecho de Hofn a Reykjalhid foi um longo pedaço sem ver nem uma ovelha, então esteja sempre com o tanque cheio e tenha reserva de água e comida.

Pra facilitar ainda mais a vida de quem deseja fazer o mesmo roteiro: neste link a primeira parte da viagem, de Reykjavik até Skaftafell e neste link, partindo de Hof até a volta em Reykjavik novamente. Fico aqui com a vontade de voltar e explorar outros cantinhos desse país que realmente parece de outro mundo!

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